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Casa de Irene » comprar e vender imóveis

Imóvel novo x imóvel antigo, qual comprar?

27/07/2016 Por: Irene MoraesComentários

Quando decidimos comprar uma casa antiga, fomos muito questionados.
“Nossa mas vai dar muito trabalho!” “Vai gastar muito com a reforma!” “Vai ter que jogar no chão e fazer de novo!”
Realmente é uma escolha incomum. Mas pensamos muito. Pesamos muitas variáveis e é claro, nosso perfil.
Não existe fórmula para escolher seu imóvel, mas vou aqui, apresentar pra vocês algumas das razões da nossa escolha.
Vou fazer um comparativo entre os imóveis novos e antigos e espero ajudar na sua decisão.

A primeira coisa que você deve levar em conta é o seu perfil:

Qual o seu sonho pra um imóvel?
O quanto você está disposto a flexibilizar esse sonho?
Quanto você pode investir?

Repare que o valor está entre os três pontos mais importantes da escolha, mas eu não considero como primeiro. Ah é porque dinheiro pra mim não é problema? Claaaro que não! Mas de nada adianta escolher um imóvel só pelo preço e viver insatisfeito durante anos.

Quando eu falo em sonho, quero saber o que é importante pra você? Como você vai usar a casa?
Para nós era fundamental ter um espaço externo, não precisava ser nada grande, mas uma área em que pudéssemos receber a família e os amigos, fazer um churrasco ou uma festinha.
Outro item importante era uma área em que pudéssemos montar uma oficina pro Fê. Esses dois itens já determinavam para nós, que um apartamento tipo não atenderia as nossas necessidades. Precisávamos de uma casa, um apartamento com área privativa ou uma cobertura.

Agora vamos supor que você seja uma pessoa reservada, que prefere se encontrar com os amigos em um barzinho e não trazer desordem pro seu lar doce lar. Tenha uma família pequena ou que mora longe e quase nunca te visita. Por que nesse caso querer os inconvenientes de um quintal, que só vai te trazer despesa e trabalho? Um apartamento é o formato ideal para suas necessidades.

Tá vendo como o perfil de uso do morador, determina claramente como é o imóvel que melhor se adapta?

Agora vamos para o item 2: O quanto você está disposto a flexibilizar esse sonho?
Eu pergunto isso, porque, nem sempre a gente encontra exatamente o que quer. As vezes não tem seu estilo, não é em uma região que atende às suas necessidades, não dá pra financiar, ou até custa muito caro…
Por exemplo: Eu quero uma casa com quintal mas, como custa caro vou escolher algo em um bairro mais distante para compensar. Ou, eu quero o quintal, mas o transito na minha cidade é péssimo então não pode ser longe do centro, por isso vou escolher um imóvel mais antigo que tem menor preço….

Já deu pra sentir como funciona, né?

Por último, o preço. Como este é um item óbvio, vou apresentar para você um outro ponto de vista sobre o preço que foi o determinante na nossa escolha.
Quem acompanha o blog, sabe que até a compra da nossa casa já tínhamos vivido a experiência de comprar um ap na planta para investir e também de comprar um lote. Isso, depois de desistir das coberturas e dos apartamentos com área privativa, por causa do alto valor dos imóveis. E de desistir também das casas novas, por causa das minúsculas áreas externas. Era natural que a gente continuasse com a ideia do lote, mas aí vem o “outro ponto de vista” do qual falei. As regras para uso do FGTS determinam que ele não pode ser usado em financiamentos de lotes, mas pode ser usado em financiamentos de casas. Isto foi o detalhe determinante, para a nossa escolha da compra de uma casinha antiga. Atenderia ao sonho da área externa, caberia na nossa disposição de flexibilizar, pois estávamos dispostos a encarar a obra (até gostamos pra deixar a casa com a nossa cara) e facilitaria na hora de pagar, porque dava par usar o FGTS.
É claro que além desses tem vários outros fatores pra levar em conta. Avaliamos tudo e decidimos pelo sim!

Para ajudar você a ter o seu sim também, seja ele qual for, preparei uma seleção de pontos a se considerar na hora de escolher entre um imóvel novo ou antigo.

Novo x Antigo
Qual imóvel comprar?

Imóveis antigos

Vantagens:

1 – Preço

Em imóveis antigos, você geralmente consegue pagar menos pelo metro quadrado.
Imóveis usados costumam ter uma boa margem de negociação de preço, uma vez que a compra é feita direto com o proprietário e não com a construtora, como no caso dos imóveis novos. O proprietário após decidir se desfazer do patrimônio está mais susceptível a negociar para resolver de vez sua intenção, sem contar com as variáveis envolvidas na decisão da venda, como uma dívida, um novo empreendimento ou até uma viagem.

2 – Localização

A localização também é uma grande vantagem dos imóveis mais velhos. Construídos quando a cidade era menor e havia mais terrenos disponíveis, os imóveis mais antigos geralmente ficam mais perto da região central do que os novos.

3 – Tamanho

Imóveis antigos costumam ter plantas maiores, quartos, salas, banheiros e cozinhas mais espaçosos do que os dos imóveis construídos recentemente, que tendem a reservar espaço para as áreas sociais ou privilegiar a construção de mais unidades no mesmo terreno.
Outra diferença é o pé-direito, os imóveis antigos geralmente tem pé-direito alto, cerca de 3 metros, enquanto nas construções novas podem chegar a ter 2,20 metros.

4 – Estrutura

Imóveis antigos costumam ter paredes e laje mais espessas o que faz com que a construção fique menos vulnerável aos ruídos vindos do lado de fora e da casa do vizinho.

5 – Quintal

Imóveis antigos geralmente são construídos e terrenos maiores deixando uma área externa à casa, os imóveis novos por uma questão de aproveitamento de lote tem áreas externas muito pequenas.

Desvantagens:

1 – Planta

Em geral imóveis antigos possuem plantas antiquadas, que atendem às necessidades de uma família de décadas atrás, como salas e cozinhas grandes, mas nada de banheiros nos quartos ou garagens para mais de um carro.

2 – Manutenção

Quanto mais antigo o imóvel, maior a necessidade (e os gastos) de manutenção.
Imóveis antigos geralmente tem poucas tomadas, porque não existiam tantos eletrodomésticos e eletrônicos como hoje, além disso as instalações elétricas costumam estar danificadas e precisam ser substituídas.
As tubulações, são outro elemento crítico, os tubos usados eram de aço galvanizado e em geral já estão corroídos, além de não contar com a instalação solar que uma inovação ecológica e econômica.
A impermeabilização também deve ser foco de atenção. Esse processo tem validade de 10 anos e, quando está vencido, pode causar infiltrações e rachaduras.

3 – Impostos

Quanto maior o terreno e maior a área construída, mais caros são os impostos.

4 – Valorização

Um imóvel antigo construído em uma região já estabilizada apresenta menor possibilidade de valorização, a menos que passe por uma grande reforma.

5 – Documentação

Para os imóveis antigos a documentação pode ser um problema, nem sempre os imóveis possuem toda a documentação em dia, o que impede o financiamento e o registro. Por isso a compra de um imóvel usado é bem mais trabalhosa e requer cuidados redobrados.

Imóveis novos

Vantagens:

1 – Valorização

Um imóvel mais novo costuma ter melhor valor de revenda e um melhor potencial de valorização.

2 – Segurança

Imóveis novos normalmente são construídos com um pensamento voltado para as questões de segurança, possuem menos áreas abertas e muros mais altos.

3 – Infraestrutura

As construções novas costumam ser mais preparados para a vida moderna. As instalações elétricas são dimensionadas para o uso simultâneo de diversos eletrodomésticos. A hidráulica conta com predisposição para energia solar. Alguns elementos de segurança e itens de conforto com tv a cabo e porteiro eletrônico também já fazem parte do projeto.

4 – Documentação

Ao contrário do que acontece com as construções antigas, os novos empreendimentos possuem documentação regularizada e atendem a todos os requisitos legais.

Desvantagens:

1 – Preço

O preço, imóveis novos costumam ter valores muito elevados se comparados a um imóvel usado no mesmo padrão.

2 – Localização

Os novos empreendimentos geralmente ficam em áreas mais afastadas do centro, em que ainda há terrenos disponíveis e, principalmente, mais baratos.

3 – Tamanho

Imóveis mais novos costumam ser mais compactos com plantas adequadas à construção de várias unidades em um mesmo terreno.

4 – Estrutura

Construções novas costumam ter paredes mais finas e tetos mais baixos, o que facilita entrada e saída de ruídos.

Prós e contras anotados, pense bem no seu ritmo de vida, priorize o que é realmente importante pra você e seu estilo, e partiu casa nova! Mesmo que ela seja “velhinha”, kkkkk!

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Espero ter ajudado! Se ficou alguma dúvida, mande seu comentário e vamos trocar umas figurinhas.

Beijos e até a próxima!

Nossa casa – a origem

07/06/2016 Por: Irene Moraes2 Comentários

Aaaahhhh! Hoje é um dia muito feliz pra essa falastrona aqui, porque, enfim, eu posso vir mostrar pra vocês a casinha. Bem, o início dela né!
Rodamos muito procurando um cantinho pra gente, olha só quantos imóveis a gente viu!

Isso é uma parte hein!

Eu até perdi a conta de quantas casas e apartamentos visitamos, comecei fazendo uma planilha em que anotava e classificava cada imóvel, mas acabei desistindo,!
Depois de termos comprado um apê pra vender (conheça nosso ex ap aqui), comprarmos um lote em que deu tudo errado, finalmente encontramos a casa que vai ser o nosso lar…

Decidimos por um imóvel antigo pra reformar drasticamente e colocar com a nossa cara. Essa escolha incomum por uma casinha antiga, depois de ter visto muitos apartamentos, coberturas, casas novas, casas usadas e lotes, tem razão se ser, mas isso é assunto pra esse outro post aqui.

Hoje a ideia é mostrar a nossa casa e falar dos planos pro futuro, porque por aqui, os planos não faltam, e vem muita obra pela frente!

Nossa casa

Nossa velhinha de guerra

Para ficar fácil de entender, a planta da casa. São 3 quartos, sala, copa, cozinha, banheiro, depósito, garagem jardim e um barracão de 4 cômodos no fundo do lote.

Varandinha com entrada para sala

Essas pilastras estranhas bem no meio da casa são uma incógnita pra mim até hoje.

Dois quartos da frente

Quarto do fundo

Esse azulejo azul com pia azul é muito legal, confesso que vou sentir falta quando começar a reforma.

Essa porta grande da cozinha sai para o quintal

Na laje em cima da garagem tem um varal e dá pra ver o barração do fundo

Quando compramos, sabíamos do barracão mas nunca tínhamos entrado lá, porque estava alugado. A gente não se importou porque a intenção é demolir ele.

Essa foto tiramos no dia que compramos. É nossa primeira foto na casinha!

Como já deu pra ver, tem muita demolição, muita construção e muita transformação pra rolar por aqui.

Acho que o mais difícil de escolher um imóvel usado, é que temos que conseguir visualizar o que dá pra fazer. Talvez o fato de sermos designers tenha ajudado nessa hora, porque a gente imagina uma mudança muito grande na casa. Já tô doida pra mostrar o projeto pra vocês. Tomara que fique tudo pronto logo!

Que venham as obras!

Se você quer saber como vai ficar, acompanhe nossos posts sobre construção e decor se cadastrando aqui

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Beijos e até a próxima!

Nosso lote. Quando a compra dá errado!

10/05/2016 Por: Irene MoraesComentários

O post de hoje traz um ensinamento básico: no caso de um lote, compra arriscada é roubada certa!

Há mais de um ano, nossa já tem tempo, escrevi aqui no Casa um post chamado Desafios do lar doce lar. Nele eu conto um pouco das razões pelas quais criei o blog.  É um post no qual eu falo da nossa experiência de comprar um apê na planta para vender e capitalizar, conto sobre a nossa busca por casas e coberturas e falo da decisão de comprar um lote e começar a nossa sonhada casa do zero.

Quem acompanha o blog, percebeu que depois desse post eu nunca mais toquei no assunto da construção. Eis que o tempo resolve todas as coisas e hoje mais de um ano depois aqui estou, para contar para vocês nossa experiência fracassada com o lote… as coisas também dão errado por aqui!

Depois de quase um ano procurando um lugar para chamar de casa, achamos um lote perfeito para gente. Era pequeno como a gente queria, em um bairro legal, com comércio próximo (restaurantes, lanchonetes, supermercado, farmácia, padaria, academia e escola…) e com um valor que a gente podia pagar, o proprietário ia se mudar da cidade e tinha pressa em vender o lote!
Olha ele aí!

Nosso lote

Olha a gente aí feliz! Sem nem imaginar o que estava por vir.

Nosso dinheiro ia dar para comprar o lote e construir a casa. Mas como nada é perfeito, tinha um probleminha… coisa simples, já tava tudo praticamente resolvido. É que essa parte do loteamento, apesar de já estar cheia de casas e até prédios construídos, ainda não estava aprovada na prefeitura. O proprietário deu todos os detalhes que ele tinha, o processo já estava em andamento e em uns três meses no máximo ia resolver…

Lá fomos nós! Consultamos o processo, realmente estava em andamento na prefeitura, a documentação do lote estava correta, consultamos o corretor da imobiliária que estava cuidando do loteamento e tudo indicava que logo ia ser resolvido.

Nossa decisão depois de já cansados de tanto procurar? Vamos dar uma entrada e assim que resolver tudo a gente paga o restante. Negócio fechado!

Seis meses depois e diante de uma realidade totalmente diferente, lá estávamos nós. Com um lote nas mãos que estava longe de ser liberado pela prefeitura, sem a metade do dinheiro da compra que foi dada na entrada (e o proprietário já tinha gastado, não tinha como desfazer o negócio) e com o desespero batendo na porta.

Quando eu escrevi o post com 10 cuidados para comprar um lote, estava falando de coisas que apendi vivendo na pele.
A situação do lote que compramos era muito específica e se desenrolou de maneira inesperada.

Não sei se todos sabem, mas quando alguém que tem um terreno grande resolve fazer um loteamento, a prefeitura para autorizar o loteamento, exige como garantia um certo número de lotes. Esses lotes correspondem a um valor, especificado de acordo com a avaliação. Depois de celebrado o contrato com a prefeitura, o proprietário realiza o loteamento de acordo com as exigências do município. Com tudo pronto, a prefeitura fiscaliza as obras de infraestrutura e libera o loteamento para venda. Desse ponto em diante, o proprietário pode requerer junto à prefeitura o resgate dos lotes dados como garantia, mediante o pagamento do valor atribuído na avaliação.

Até aí tudo certo né. Foi ciente dessas informações e de posse do processo em que o proprietário solicitava a autorização de pagamento da garantia para a prefeitura, que nós compramos o lote. Exatamente um dos 11 lotes que eram a garantia do loteamento.

O que aconteceu no nosso caso, é que a prefeitura se recusou a receber o pagamento da garantia, ela preferiu o imóvel. O loteamento era o bairro inteiro e levou muito tempo para ser concluído. Quando o cálculo da garantia foi solicitado pelo proprietário, a inflação já tinha comido todo o dinheiro, era como se ele simplesmente pudesse resgatar os lotes e não tivesse que pagar nada em troca.

É claro que a prefeitura não aceitou, mas também não existia base legal para fazer nenhum outro cálculo que atribuísse um valor a ser pago no resgate dos lotes. Aí estava o nosso impasse, a roubada em que a gente se meteu, e um processo, que apesar de ter tudo para ser causa ganha, na melhor das hipóteses ia levar anos.

Nesse ponto da história entra a sorte! Viram nas fotos, que como eu falei, já tinha muita casa construída e até prédio? Pois é, tinha imóvel que já estava construído e com gente morando, em outros lotes nessa mesma situação do nosso. O dono desse prédio aí da frente, conhecia toda a confusão, queria comprar o nosso lote. Como ele já sabia de toda a situação e mesmo assim manteve o interesse, não exitamos e vendemos! Com sorte, ainda conseguimos fazer um pequeno lucro na venda!

No episódio de hoje, (kkkk) aprendemos que por mais que pareça um problema simples, só compre um imóvel se estiver com todos os documentos corretos e liberados para registro.

Aproveite o meu aprendizado e siga a minha lista com 10 cuidados para comprar um lote, assim você evita dor de cabeça.

Contando a história assim, parece fácil, mas eu fiquei tão, mais tão chateada com isso tudo, que eu não consegui nem contar aqui no blog na época. Agora que as coisas por aqui já estão resolvidas, fica fácil de falar da lição aprendida, mas no calor do problema, era só pensar nesse lote que eu começava a chorar, acho que fiquei sem lágrimas por um tempo…sério! (exageraaaada)

Resultado: Voltamos a estaca zero, bora procurar mais um pouco! Pelo ao menos conseguimos vender o lote e recuperar nossa grana! Foi sofrido, mas podia ter sido bem pior.

Se você também está vivendo as angustias de encontrar um lar, deixe seu email e receba nossas novidades. Trocar figurinhas nessa hora sempre ajuda! kkkkk

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Obrigada pela companhia. Até a próxima!

Beijocas!

Dicas para Vender um Imóvel

18/12/2015 Por: Irene MoraesComentários

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Nesse post vou falar para os queridos seguidores que querem vender um imóvel que já possuem, e também para aqueles que estão pensando em comprar para depois vender.

Se você ainda não se decidiu sobre a compra de um imóvel para investir, sugiro que leia o post que eu escrevi Lucrar com imóvel comprado na planta, ainda é possível?

Eu acredito que sempre que falamos em imóveis estamos falando de um sonho. Ainda que o imóvel não seja para morar. Quando investimos nosso dinheiro também estamos pensando em um sonho futuro, vender pra fazer uma viagem, comprar outro melhor depois, garantir a faculdade dos filhos ou a tão sonhada aposentadoria tranquila… Seja qual for a opção, tem um desejo sincero por trás dessa escolha. Mas, antes de tudo, temos que lembrar que esse sonho é primeiro um negócio!

As transações imobiliárias são um negócio complexo, cheio de detalhes e geralmente com vários envolvidos. Além do comprador e do vendedor, num processo de compra e venda de imóveis tem vários prestadores de serviço, o corretor, o despachante, o cartório, o banco e por aí vai. Com diferentes interesses em jogo é sempre importante ter atenção e cuidado aos detalhes.

Como já contei pra vocês, a minha opção e do Fê foi comprar um apê na planta para vender quando estivesse pronto e capitalizar para a aquisação da sonhada casinha. A novela da compra até a entrega das chaves e as burocracias envolvidas eu contei no post Desvendando as burocracias para a compra de um apartamento na planta. Mas a saga da venda também é um caminho longo e por vezes doloroso.

Na hora de vender um imóvel o ponto mais importante a se pensar é a situação do mercado, e todo mundo sem exceção, quanto se questiona sobre quanto vale o imóvel pensa na avaliação do corretor.

O modelo tradicional de compra e venda de imóveis sempre envolveu a figura do corretor. Há tempos atrás sem internet e gps era impensável procurar uma casa ou apartamento só nos anúncios de jornal ou batendo perna pelas ruas sem saber bem aonde ir. As informações que as imobiliárias tinham eram preciosas e indispensáveis, foi um serviço muito bem pensado e útil. A imobiliária detinha o conhecimento do quando, onde, quanto e como seria negociado o imóvel.

Os tempos mudaram e os serviços precisam acompanhar, hoje temos excelentes portais anúncios de imóveis, cadernos de classificados on-line em todos os jornais, redes sociais, gps e a internet inteira a nosso dispor… Num cenário desses fico achando o padrão antigo ainda praticado pela maioria das imobiliárias muito surreal e despropositado.

Que me desculpem os corretores e imobiliárias que por ventura se sentirem atingidos pelo meu ponto de vista, mas o bom empreendedor sabe encontrar na adversidade um caminho para inovação, quem sabe não vai ser essa minha cutucada o empurrãozinho que estava faltando para vocês?

Vou contar um pouco da minha experiência com a venda do nosso apartamento, o que vai esclarecer e justificar meu ponto de vista, e espero com isso poder ajudar com dicas que vão acelerar a venda do seu imóvel.

Só pra contextualizar nosso apê foi vendido em 2014, o cénario imobiliário no país estava bem melhor do que hoje, apesar de já apresentar sinais de desaceleração.

Vender-Imovel-Casa-de-Irene-2

A Avaliação

Quando você procura uma imobiliária para fazer a avaliação do seu imóvel, está contando em muito com a opinião pessoal do corretor. Tudo bem, é um profissional que vê imóveis o dia todo e está atualizado quanto ao valor de mercado. Mas o que é importante lembrar é que a comissão de corretagem é calculada sobre o valor de venda, então se a imobiliária faz um repasse menor, ou se o corretor está mais apertado de grana, tudo isso influencia na avaliação dele. A minha sugestão é: pesquise em sites de anúncios imóveis no mesmo bairro e com o mesmo perfil que o seu, você vai conseguir chegar em um valor compatível com o praticado pelo mercado. Digo isso ,porque tive avaliações das mais diversas possíveis no apê… Então o consenso não é regra nesse jogo.

A Comissão

A lei que regulamenta a profissão de corretor de imóveis no Brasil é a Lei n°. 6.530/78. De acordo a tabela de comissão do sindicato dos corretores de imóveis de Minas Gerais – Sindimoveis MG, os valores praticados são:
Imóveis urbanos …………………………………6 à 8%
Imóveis rurais …………………………………… 6 à 10%
Imóveis industriais ……………………………. 6 à 8%
Venda judicial …………………………………….5%

Eu não sei se a tabela é consenso em todo o país, mas aqui em Belo Horizonte a comissão praticada pelas imobiliárias é de 6% da venda. Ok, o corretor vai colocar o seu imóvel no site da imobiliária, e levar os interessados para fazer visitas, vai gastar tempo, vai gastar gasolina. Às vezes o comprador vai três, cinco vezes no imóvel antes de se decidir…, mas daí a pagar 6 mil reais por esse serviço? E olha que eu tô considerando um imóvel de 100 mil, para calcular esses 6 mil. Eu conheço um mundo de gente que trabalha 8h por dia, 21 dias por mês e não ganha isso.

Eu sei que esse é um problema que afeta do o nosso sistema legal, mas a lei que regulamenta a profissão é de 1978, o mercado era completamente diferente. Com tantas opções como temos hoje para trabalhar a venda dos imóveis, eu acho a comissão muito alta, uma vez que o vendedor ao longo do mês vai negociar vários imóveis e não só o seu. Esse valor de corretagem dificulta ainda mais as negociações.

O que fazer então? Eu não estou sugerindo um boicote às imobiliárias, não é isso! Mas sugiro sim que além de anunciar com a imobiliária você também se empenhe em vender o seu imóvel sem o intermédio da imobiliária, afinal será uma economia e se a imobiliária fizer negócio antes de você, mérito dela, fez valer a comissão. Coloque seu imóvel anunciado em todos os portais de imóveis com anúncios grátis disponíveis, a circulação de compradores altamente interessados é enorme por lá. Com certeza maior do que nos sites das imobiliárias. Não é a toa que os corretores também anunciam nesses portais os imóveis que estão vendendo.

Exclusividade ou não?

Quando você procurar uma corretora para anunciar seu imóvel a primeira coisa que vão propor para você é um contrato de exclusividade. O argumento do corretor é que o imóvel em condição de exclusividade recebe um maior esforço e investimento de venda por parte da imobiliária. Do meu ponto de vista, isso só faz limitar as suas possibilidades. Se o comprador quiser um outro perfil de imóvel ou até mesmo não gostar do seu, de nada adianta a imobiliária privilegiar a sua venda, não vai vender só porque você tem um contrato de exclusividade. Ao mesmo tempo você limita a quantidade de compradores que vai ficar conhecendo o seu imóvel anunciando em um só lugar.

Qualificação dos corretores

Existe desde 1975 o curso técnico de formação de corretores imobiliários, no qual são ensinados conhecimentos técnicos especializados sobre direito imobiliário, legislação tributária, prática comercial e outros assuntos diretamente ligados a essa função. Antes mesmo da regulamentação da profissão de corretor, já existia o Conselho Regional de Corretores de Imóveis – Creci, órgão criado em 1962. Sua função é fiscalizar o exercício da corretagem imobiliária – ou seja, as atividades dos corretores e imobiliárias.

O que acontece na prática é que raros são os corretores habilitados, o mercado funciona com total improviso e a fiscalização não é eficaz.

A maioria dos corretores com quem tivemos contato nesse compra e vende de imóveis em que estivemos nos últimos anos, e não foram poucos, não conhece nada de legislação e pouquíssimo entendem de tributação. Ouvimos barbaridades sobre o que era ou não financiável, sobre documentos ou condições dos imóveis e várias vezes nos vimos orientando os corretores. Sem contar as inúmeras vezes que fomos visitar imóveis com corretores que não sabiam onde era o imóvel e ficaram perdidos, que nunca tinham ido visitar o imóvel e nos levaram para ver casas completamente diferentes do que queríamos, já chegamos em casas e o corretor não tinha as chaves, teve de tudo!

É uma pena, mas o que acontece é que com as facilidades do meio digital, hoje todo mundo sente que pode ser corretor. Essa é uma das razões pelas quais eu acho a comissão de corretagem alta demais pelo tipo de trabalho prestado e defendo que cada proprietário deve trabalhar a venda do seu imóvel também por conta própria, e assim aumentar as suas chances de encontrar um comprador!

Se escolher trabalhar com corretor, tenha o cuidado de escolher corretores registrados no Creci, e terá mais chances de ter profissionais qualificados cuidando dos seus interesses.

Imobiliárias independentes x imobiliárias em rede

Eu separo as imobiliárias em duas categorias, imobiliárias independentes e imobiliárias em redes e ambos os modelos de negócio tem vantagens e desvantagens.

No geral todas as imobiliárias segmentam sua atuação por região, mesmo as que trabalham em rede.
Nas imobiliárias independentes encontraremos um número menor de clientes para o imóvel, em contrapartida essas imobiliárias também tem menos imóveis, o que a aumenta as chances de oferta do seu imóvel para um cliente. Outro ponto positivo nas imobiliárias independentes é que por serem menores os corretores em geral conhecem os imóveis e estão mais informados sobre cada um deles para fazer a venda.

Nas imobiliárias em rede o volume de clientes que circula é muito maior uma vez que os imóveis captados estão disponíveis para todas as participantes da rede. Em contrapartida o número de imóveis concorrendo pelo mesmo comprador também é muito maior e os corretores quase nunca conhecem os imóveis.

Mesmo com as desvantagens eu prefiro as imobiliárias em rede, porque acredito que temos recursos para destacar nosso imóvel frente à concorrência, mas isso é assunto pro próximo tópico. Na duvida anuncie em imobiliárias com os dois perfis de negócio, independentes e em rede.

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Uma imagem vale que mais que mil palavras

Procurar um imóvel nos sites das imobiliárias é procurar uma agulha num palheiro… Tem muita oferta e é realmente difícil de visualizar pelas fotos pra selecionar o que queremos visitar. Foto de chão, de teto e de canto de parede, é recorrente! Eu sei que nem sempre os ambientes são fáceis de fotografar mas se imagine na pele do comprador, ele quer ter uma ideia do todo no imóvel.

Invista um tempo testando os melhores ângulos para fotografar seu imóvel, e já ofereça as fotos na hora de anunciar, com certeza boas imagens contam muito na hora de conquistar interessados na compra do seu imóvel.

Saiba vender seu peixe

Crie uma descrição detalhada do seu imóvel para alimentar seus anúncios.
Quantas vezes você já se deparou com um anúncio sem descrição ou feito de um jeito que você nem entende quais são os cômodos do imóvel?

É importante fazer uma descrição específica da casa ou apartamento, seja realista, enfatize os pontos positivos, mas diga sempre a verdade, assim vai acertar os compradores que realmente procuram o que você tem pra oferecer.

Fale sobre o tamanho do imóvel, apresente todos os cômodos, fale sobre os acabamentos internos e externos. Apresente as áreas externas ou comuns, fale sobre a vista se tiver. Detalhe as vagas de garagem, quantas são, se são livres, cobertas… No caso de apartamentos apresente os benefícios do condomínio como porteiro, elevador, piscina, salão de festas, academia, espaço gourmet e afins. Fale sobre a localização e apresente os benefícios da região, como por exemplo, escolas, supermercados, redes de transporte público. Valorize boas opções de financiamento como a possibilidade de usar o FGTS se houver, ou o minha casa minha vida se for o caso.

Não deixe de mencionar a regularidade legal do imóvel como o habite-se.

Evite termos como: oportunidade, imperdível, linda casa ou lindo do apartamento. Se é uma boa oportunidade ou não, se é imperdível, se é ou não bonito, são decisões que cabem ao comprador, pode ter certeza, ele saberá!

Dê preferência para termos como amplo, espaçoso, arejado, completo, recebe luz da manhã, lembrando é claro de sempre dizer a verdade.

Com certeza uma bela descrição vai aumentar muito o número de interessados em conheçer o seu imóvel.

Contato frequente

Se tem uma coisa que eu aprendi no relacionamento com os corretores é que manter o contato frequente é a chave para aumentar o número de visitas ao seu imóvel.

Eu sempre tive uma melhor impressão dos imóveis que eu fui visitar estavam limpos, por isso, de tempos em tempos eu ia fazer uma limpeza no apezinho, pra causar boa impressão nos visitantes.

Comecei a observar que nas semanas em que eu não falava com nenhum corretor o apê só tinha poeira e nas semanas em que eu ligava pra alguns, o apartamento aparecia cheio de marcas de pés e até sujos de mãos pelas paredes. Bati um papo com o porteiro e logo ficou claro pra mim.

É uma questão lógica, com muitos imóveis pra mostrar nem sempre os corretores se lembram do seu. Criei o hábito de fazer o controle dos meus contatos, a cada semana eu ligava pra um grupo de corretores, pra saber como estavam as vendas, bater um papo e é claro, ser lembrada. Separei eles por grupos pra não ficar ligando sempre pros mesmos, afinal contato demais também enche o saco! Posso dizer que minha estratégia deu certo, chegou ao ponto de um dos porteiros do condomínio reclamar que muita gente ia visitar o apezinho, kkkk

Agora você deve estar se perguntando, mas e aí? Vendeu rápido? Vendeu como?
A verdade dolorosa é que não, não vendeu rápido! Depois de liberados de toda a burocracia (se não sabe do que estou falando não deixe de ler aqui) foram seis meses até vender o apê! Claro que tem muita gente aí com imóveis anunciados há anos, mas fizemos bastante esforço. Anúncios, contatos com corretores, visitas e mais visitas com compradores potenciais.
E se você ficou na dúvida, vendemos direto sem o intermédio do corretor, o esforço deu resultado!

Dicas para vender um imóvel

Foto de um dia de mostrar o apê para os compradores, foram muitos desses (bem antes de pensar em ter o blog, kkk)

Espero que esse post te ajude a vender seu imóvel bem rapidinho.
Como ficou enoooorme, só de você ter chegado até aqui já demonstrou persistência e tenho certeza que vai sair na frente da concorrência. Pra ajudar, fiz um resumo com as 8 regras de ouro do Casa para venda de imóveis:

Vender-Imovel-Casa-de-Irene-4

1 – Pesquise os preços de imóveis equivalentes ao seu e na mesma região para fazer uma avaliação coerente com o mercado.
2 – Anuncie por conta própria o seu imóvel em todos os portais de imóveis disponíveis gratuitamente
3 – Não faça contrato de exclusividade com uma imobiliária, anuncie em várias
4 – Escolha corretores registrados no Creci
5 – Anuncie em redes de imobiliárias
6 – Providencie boas fotos do seu imóvel
7 – Crie uma descrição detalhada do seu imóvel e apresente os benefícios da região
8 – Mantenha contato frequente com os corretores

Deixe um comentário sobre o que achou do post ou me contando sua experiência com a venda de algum imóvel!

Bjus e até a próxima!

Lucrar com imóvel comprado na planta, ainda é possível?

09/01/2015 Por: Irene MoraesComentários

Como já contei pra vocês aqui, vivi a experiência de comprar um imóvel na planta e depois de pronto vendê-lo. O objetivo dessa negociação foi capitalizar a médio prazo, para investir em um imóvel melhor no futuro. Deu certo!

lucrar com imóvelNos tempos do meu avô imóveis eram um investimento seguro do qual ninguém duvidava. Mas e hoje? Vale a pena investir em imóveis? Ainda é possível lucrar com imóvel?

Estas são as primeiras das muitas dúvidas, que passam pela cabeça de quem vai adquirir um imóvel pensando em vender no futuro.

Vamos esclarecer algumas questões que devem ser consideradas na hora de decidir o a compra de um imóvel para investir.

O mercado no momento da compra

Em 2010 comprei um apartamento na planta com previsão de entrega para 2 anos. Nesse período vivíamos um cenário de baixa de juros e facilidades para financiamento de imóveis, as construtoras estavam nadando de braçada. Por final de semana eu recebia convite para em média 3 ou 4 pré-lançamentos de condomínios e pasmem, esgotavam-se todas as unidades. Com essa avalanche de compradores o preço dos imóveis estava subindo cada vez mais.

Comprar imóvel na planta

Cenário Econômico em 2010:

  • PAC: concessão pela União de 5,2 bilhões para a Caixa Econômica Federal ampliar os empréstimos na habitaçã
  • Redução de IPI dos materiais de construção
  • Lançamento do Programa Minha Casa Minha Vida
  • PIB: 2,3%
  • Menor índice de desemprego desde 2002: 5,7%
  • Inflação: 8,6%
  • Fipe Zap*: 28,2%

Traduzindo esses números temos um cenário de otimismo com o crescimento econômico do país, o que leva os investidores a ficar confiantes.
Com as taxas de juros atrativas e facilidades para financiamento de imóveis nunca antes vistas, a classe média pôde finalmente comprar imóveis no Brasil e as construtoras promoveram um verdadeiro escoamento de estoque.
Em 2010 o número de unidades vendidas foi superior ao número de lançamentos, alta procura por imóveis aumentou ainda mais a valorização que já vinha crescente desde 2008, a alta nos preços foi agravada pela valorização e escassez de terrenos e também pela falta de mão de obra na construção civil.
[Em 2010 o Brasil apresentou a maior média de valorização de imóveis no mundo.]
O que já era caro tendia a ficar cada vez mais caro. Portanto, apesar dos altos preços, e da grande especulação em torno da tão falada bolha imobiliária, ainda era um bom investimento comprar imóveis para vender. Claro que quem comprou em 2010 não teria a mesma rentabilidade de quem comprou em 2008 pra vender em 2010, mas ainda assim era um bom negócio.

*Pra você que nunca ouviu falar em Fipe Zap, ele é um Índice de Preços de Imóveis Anunciados. É o indicador de preços de imóveis – produzido em parceria entre a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas e o ZAP Imóveis, do Grupo Globo. Mas atenção, o indicador é medido sobre os valores anunciados dos imóveis e não sobre o valor de fechamento de contrato.

 O mercado no momento da venda

Obra vai, atraso vem, e com um monte de burocracias no caminho meu apartamento foi vendido em 2013, nesse ano o cenário era de inflação alta e alta ainda maior no valor dos imóveis (88,9% Fipe Zap). As condições de financiamento já não eram tão facilitadas, o que refletiu no número de vendas de imóveis, em 2010 mais de 1 milhão de financiamentos para aquisição e construção foram feitos no Brasil, em 2013 esse número já tinha caído para quase a metade 530 mil financiamentos**. Mesmo com um cenário não tão positivo quanto o de 2010, foi possível vender o apartamento com um lucro interessante, mas nada de ganhos exorbitantes.

Cenário Econômico em 2013:

  • Redução de IPI dos materiais de construção mantida
  • PIB: alta histórica de 7,5%
  • Menor índice de desemprego desde 2002: 5,4%
  • Inflação: 29,7%
  • Fipe Zap*: 88,9%
**(dados do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE))

Influência do tempo

As vezes imagina-se que somente aquele proprietário com pressa para vender, está sujeito às variações de mercado, e que aquele que pode administrar o tempo consegue fazer uma melhor negociação e encontrar boa oportunidade para a venda de seu imóvel.
O que quase ninguém calcula são os custos para se manter um imóvel fechado e o quanto estes são determinantes na rentabilidade ou não do seu processo de compra e venda.
Vamos considerar nosso apartamento na planta, assim que você recebe as chaves do seu imóvel, o condomínio já está instituído e esta é uma despesa mensal fixa que deve ser calculada.
O IPTU é também um custo que deve ser considerado. Assim como as demais taxas como ITBI, transferência e corretagem que consomem uma boa parcela dos lucros.
Para aqueles que permanecem com o imóvel à venda por muito tempo, a inflação desvaloriza diariamente o preço do imóvel anunciado. Um imóvel que tenha ficado anunciado pelos últimos doze meses teve 6,5% do seu valor corroído pela inflação. Ou seja, um bem que a 12 meses valia R$400 mil agora vale R$374 mil, é como se R$26 mil fossem subtraídos do valor do imóvel.

Comprar ou não comprar, eis a questão!

O que eu assisti na minha experiência de compra foi a seguinte situação: o credito sendo aprovado junto à construtora em um momento de facilidade de credito e baixas taxas de juros. Dois anos depois, na entrega das chaves, a situação do mercado era outra. Muitos compradores desatentos não conseguiram aprovar seus financiamentos no momento de sair da construtora e passar para o banco.

Comprar na plantaO resultado disso é que muitas construtoras estão repletas de imóveis, e os compradores não conseguem mais aprovar credito com facilidade para comprar. Os bancos estão pedindo entradas cada vez mais altas e as construtoras tem feito uma análise minuciosa da capacidade de endividamento das famílias. Pela lógica então, os preços deveriam estar caindo. E estão, mas lentamente, a queda acontece porque a inflação é maior do que valorização dos imóveis o que resulta em um pequeno decréscimo dos preços.
O problema é que quando o preço diminui as taxas de juros dos financiamentos são impeditivas. Isso porque, já entendemos que quando a inflação está alta o preço dos imóveis cai, mas seu poder de compra também é diminuído, assim como a sua capacidade de endividamento. Além disso, diante de alta inflação o governo tem que intervir. Para estabilizar a economia a medida é aumentar os juros, o que prejudica muito aqueles que precisam fazer financiamento
Se você não depender de financiamento 2015 será um bom ano para comprar, e aí fica a pergunta: quando vai ficar bom para vender?
Um dos maiores problemas do mercado imobiliário no Brasil é que ele se desenvolve sobre especulações e as cegas. Não possuímos um medidor concreto do desempenho do mercado imobiliário como um todo, o que se vê é uma grande disparidade entre os preços anunciados e que realmente se paga pelos imóveis. Afinal, o proprietário pode pedir pelo imóvel o quanto quiser, a questão é encontrar quem pague. Essa diferença põe em cheque a credibilidade de medições como a da tabela Fipe Zap. Em 2010 foi anunciado o desenvolvimento do Ibri (Índice de Referência de Rentabilidade do Mercado Imobiliário Brasileiro), instrumento desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas sob a coordenação da Abrapp (Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Complementar).
A proposta do Ibri é medir a rentabilidade dos ativos imobiliários no Brasil. Com informações sobre valores, transações, despesas e receitas, o índice possibilitará a avaliação prévia da valorização dos ativos, além de possibilitar a comparação do setor com outros segmentos da economia. Infelizmente ainda não dispomos desse índice que continua em desenvolvimento.

A que conclusão chegamos?

Economizar para comprar imóveis

Não existe momento ideal para compra de imóvel, a menos que você não dependa de financiamento. Quando o preço do imóvel é baixo os juros do financiamento são altos e uma coisa compensa a outra.
Com relação à bolha imobiliária nessa fase de estabilização dos preços temos uma tendência ao “murchamento” da bolha, que, ainda segundo especialistas, se estourasse no Brasil, não teria os mesmos efeitos catastróficos que nos EUA.
Sejamos realistas, vivemos um momento de estabilização de preços, com uma tendência a queda lenta. Considerando a parcela da população em condições de adquirir um imóvel, pouquíssimos desses tem condições de fazer essa compra a vista, portanto a minha sugestão é: acumule uma boa entrada e pesquise bastante para fazer uma boa negociação, assim você diminui a parte do valor sobre a qual os juros incidirão. Somente compre um imóvel para investir se não depender de grande financiamento e não tiver necessidade de retorno a curto ou médio prazo do investimento, além disso muita cautela com o desgaste que o “tempo” promove no patrimônio.

Espero ter ajudado nessa difícil decisão!

Se ficou com alguma dúvida ou viveu a oportunidade de comprar e vender um imóvel, me conta nos comentários aqui embaixo, sua experiência pode ajudar alguém que está em um momento parecido.

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