Casa de Irene

muitas dicas para construir, decorar e reformar seu lar doce lar. Além de vários tutoriais de faça você mesmo e receitinhas delicious!

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Casa de Irene » imóveis

Imóvel novo x imóvel antigo, qual comprar?

27/07/2016 Por: Irene MoraesComentários

Quando decidimos comprar uma casa antiga, fomos muito questionados.
“Nossa mas vai dar muito trabalho!” “Vai gastar muito com a reforma!” “Vai ter que jogar no chão e fazer de novo!”
Realmente é uma escolha incomum. Mas pensamos muito. Pesamos muitas variáveis e é claro, nosso perfil.
Não existe fórmula para escolher seu imóvel, mas vou aqui, apresentar pra vocês algumas das razões da nossa escolha.
Vou fazer um comparativo entre os imóveis novos e antigos e espero ajudar na sua decisão.

A primeira coisa que você deve levar em conta é o seu perfil:

Qual o seu sonho pra um imóvel?
O quanto você está disposto a flexibilizar esse sonho?
Quanto você pode investir?

Repare que o valor está entre os três pontos mais importantes da escolha, mas eu não considero como primeiro. Ah é porque dinheiro pra mim não é problema? Claaaro que não! Mas de nada adianta escolher um imóvel só pelo preço e viver insatisfeito durante anos.

Quando eu falo em sonho, quero saber o que é importante pra você? Como você vai usar a casa?
Para nós era fundamental ter um espaço externo, não precisava ser nada grande, mas uma área em que pudéssemos receber a família e os amigos, fazer um churrasco ou uma festinha.
Outro item importante era uma área em que pudéssemos montar uma oficina pro Fê. Esses dois itens já determinavam para nós, que um apartamento tipo não atenderia as nossas necessidades. Precisávamos de uma casa, um apartamento com área privativa ou uma cobertura.

Agora vamos supor que você seja uma pessoa reservada, que prefere se encontrar com os amigos em um barzinho e não trazer desordem pro seu lar doce lar. Tenha uma família pequena ou que mora longe e quase nunca te visita. Por que nesse caso querer os inconvenientes de um quintal, que só vai te trazer despesa e trabalho? Um apartamento é o formato ideal para suas necessidades.

Tá vendo como o perfil de uso do morador, determina claramente como é o imóvel que melhor se adapta?

Agora vamos para o item 2: O quanto você está disposto a flexibilizar esse sonho?
Eu pergunto isso, porque, nem sempre a gente encontra exatamente o que quer. As vezes não tem seu estilo, não é em uma região que atende às suas necessidades, não dá pra financiar, ou até custa muito caro…
Por exemplo: Eu quero uma casa com quintal mas, como custa caro vou escolher algo em um bairro mais distante para compensar. Ou, eu quero o quintal, mas o transito na minha cidade é péssimo então não pode ser longe do centro, por isso vou escolher um imóvel mais antigo que tem menor preço….

Já deu pra sentir como funciona, né?

Por último, o preço. Como este é um item óbvio, vou apresentar para você um outro ponto de vista sobre o preço que foi o determinante na nossa escolha.
Quem acompanha o blog, sabe que até a compra da nossa casa já tínhamos vivido a experiência de comprar um ap na planta para investir e também de comprar um lote. Isso, depois de desistir das coberturas e dos apartamentos com área privativa, por causa do alto valor dos imóveis. E de desistir também das casas novas, por causa das minúsculas áreas externas. Era natural que a gente continuasse com a ideia do lote, mas aí vem o “outro ponto de vista” do qual falei. As regras para uso do FGTS determinam que ele não pode ser usado em financiamentos de lotes, mas pode ser usado em financiamentos de casas. Isto foi o detalhe determinante, para a nossa escolha da compra de uma casinha antiga. Atenderia ao sonho da área externa, caberia na nossa disposição de flexibilizar, pois estávamos dispostos a encarar a obra (até gostamos pra deixar a casa com a nossa cara) e facilitaria na hora de pagar, porque dava par usar o FGTS.
É claro que além desses tem vários outros fatores pra levar em conta. Avaliamos tudo e decidimos pelo sim!

Para ajudar você a ter o seu sim também, seja ele qual for, preparei uma seleção de pontos a se considerar na hora de escolher entre um imóvel novo ou antigo.

Novo x Antigo
Qual imóvel comprar?

Imóveis antigos

Vantagens:

1 – Preço

Em imóveis antigos, você geralmente consegue pagar menos pelo metro quadrado.
Imóveis usados costumam ter uma boa margem de negociação de preço, uma vez que a compra é feita direto com o proprietário e não com a construtora, como no caso dos imóveis novos. O proprietário após decidir se desfazer do patrimônio está mais susceptível a negociar para resolver de vez sua intenção, sem contar com as variáveis envolvidas na decisão da venda, como uma dívida, um novo empreendimento ou até uma viagem.

2 – Localização

A localização também é uma grande vantagem dos imóveis mais velhos. Construídos quando a cidade era menor e havia mais terrenos disponíveis, os imóveis mais antigos geralmente ficam mais perto da região central do que os novos.

3 – Tamanho

Imóveis antigos costumam ter plantas maiores, quartos, salas, banheiros e cozinhas mais espaçosos do que os dos imóveis construídos recentemente, que tendem a reservar espaço para as áreas sociais ou privilegiar a construção de mais unidades no mesmo terreno.
Outra diferença é o pé-direito, os imóveis antigos geralmente tem pé-direito alto, cerca de 3 metros, enquanto nas construções novas podem chegar a ter 2,20 metros.

4 – Estrutura

Imóveis antigos costumam ter paredes e laje mais espessas o que faz com que a construção fique menos vulnerável aos ruídos vindos do lado de fora e da casa do vizinho.

5 – Quintal

Imóveis antigos geralmente são construídos e terrenos maiores deixando uma área externa à casa, os imóveis novos por uma questão de aproveitamento de lote tem áreas externas muito pequenas.

Desvantagens:

1 – Planta

Em geral imóveis antigos possuem plantas antiquadas, que atendem às necessidades de uma família de décadas atrás, como salas e cozinhas grandes, mas nada de banheiros nos quartos ou garagens para mais de um carro.

2 – Manutenção

Quanto mais antigo o imóvel, maior a necessidade (e os gastos) de manutenção.
Imóveis antigos geralmente tem poucas tomadas, porque não existiam tantos eletrodomésticos e eletrônicos como hoje, além disso as instalações elétricas costumam estar danificadas e precisam ser substituídas.
As tubulações, são outro elemento crítico, os tubos usados eram de aço galvanizado e em geral já estão corroídos, além de não contar com a instalação solar que uma inovação ecológica e econômica.
A impermeabilização também deve ser foco de atenção. Esse processo tem validade de 10 anos e, quando está vencido, pode causar infiltrações e rachaduras.

3 – Impostos

Quanto maior o terreno e maior a área construída, mais caros são os impostos.

4 – Valorização

Um imóvel antigo construído em uma região já estabilizada apresenta menor possibilidade de valorização, a menos que passe por uma grande reforma.

5 – Documentação

Para os imóveis antigos a documentação pode ser um problema, nem sempre os imóveis possuem toda a documentação em dia, o que impede o financiamento e o registro. Por isso a compra de um imóvel usado é bem mais trabalhosa e requer cuidados redobrados.

Imóveis novos

Vantagens:

1 – Valorização

Um imóvel mais novo costuma ter melhor valor de revenda e um melhor potencial de valorização.

2 – Segurança

Imóveis novos normalmente são construídos com um pensamento voltado para as questões de segurança, possuem menos áreas abertas e muros mais altos.

3 – Infraestrutura

As construções novas costumam ser mais preparados para a vida moderna. As instalações elétricas são dimensionadas para o uso simultâneo de diversos eletrodomésticos. A hidráulica conta com predisposição para energia solar. Alguns elementos de segurança e itens de conforto com tv a cabo e porteiro eletrônico também já fazem parte do projeto.

4 – Documentação

Ao contrário do que acontece com as construções antigas, os novos empreendimentos possuem documentação regularizada e atendem a todos os requisitos legais.

Desvantagens:

1 – Preço

O preço, imóveis novos costumam ter valores muito elevados se comparados a um imóvel usado no mesmo padrão.

2 – Localização

Os novos empreendimentos geralmente ficam em áreas mais afastadas do centro, em que ainda há terrenos disponíveis e, principalmente, mais baratos.

3 – Tamanho

Imóveis mais novos costumam ser mais compactos com plantas adequadas à construção de várias unidades em um mesmo terreno.

4 – Estrutura

Construções novas costumam ter paredes mais finas e tetos mais baixos, o que facilita entrada e saída de ruídos.

Prós e contras anotados, pense bem no seu ritmo de vida, priorize o que é realmente importante pra você e seu estilo, e partiu casa nova! Mesmo que ela seja “velhinha”, kkkkk!

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Espero ter ajudado! Se ficou alguma dúvida, mande seu comentário e vamos trocar umas figurinhas.

Beijos e até a próxima!

Nossa casa – a origem

07/06/2016 Por: Irene Moraes2 Comentários

Aaaahhhh! Hoje é um dia muito feliz pra essa falastrona aqui, porque, enfim, eu posso vir mostrar pra vocês a casinha. Bem, o início dela né!
Rodamos muito procurando um cantinho pra gente, olha só quantos imóveis a gente viu!

Isso é uma parte hein!

Eu até perdi a conta de quantas casas e apartamentos visitamos, comecei fazendo uma planilha em que anotava e classificava cada imóvel, mas acabei desistindo,!
Depois de termos comprado um apê pra vender (conheça nosso ex ap aqui), comprarmos um lote em que deu tudo errado, finalmente encontramos a casa que vai ser o nosso lar…

Decidimos por um imóvel antigo pra reformar drasticamente e colocar com a nossa cara. Essa escolha incomum por uma casinha antiga, depois de ter visto muitos apartamentos, coberturas, casas novas, casas usadas e lotes, tem razão se ser, mas isso é assunto pra esse outro post aqui.

Hoje a ideia é mostrar a nossa casa e falar dos planos pro futuro, porque por aqui, os planos não faltam, e vem muita obra pela frente!

Nossa casa

Nossa velhinha de guerra

Para ficar fácil de entender, a planta da casa. São 3 quartos, sala, copa, cozinha, banheiro, depósito, garagem jardim e um barracão de 4 cômodos no fundo do lote.

Varandinha com entrada para sala

Essas pilastras estranhas bem no meio da casa são uma incógnita pra mim até hoje.

Dois quartos da frente

Quarto do fundo

Esse azulejo azul com pia azul é muito legal, confesso que vou sentir falta quando começar a reforma.

Essa porta grande da cozinha sai para o quintal

Na laje em cima da garagem tem um varal e dá pra ver o barração do fundo

Quando compramos, sabíamos do barracão mas nunca tínhamos entrado lá, porque estava alugado. A gente não se importou porque a intenção é demolir ele.

Essa foto tiramos no dia que compramos. É nossa primeira foto na casinha!

Como já deu pra ver, tem muita demolição, muita construção e muita transformação pra rolar por aqui.

Acho que o mais difícil de escolher um imóvel usado, é que temos que conseguir visualizar o que dá pra fazer. Talvez o fato de sermos designers tenha ajudado nessa hora, porque a gente imagina uma mudança muito grande na casa. Já tô doida pra mostrar o projeto pra vocês. Tomara que fique tudo pronto logo!

Que venham as obras!

Se você quer saber como vai ficar, acompanhe nossos posts sobre construção e decor se cadastrando aqui

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Beijos e até a próxima!

Nosso lote. Quando a compra dá errado!

10/05/2016 Por: Irene MoraesComentários

O post de hoje traz um ensinamento básico: no caso de um lote, compra arriscada é roubada certa!

Há mais de um ano, nossa já tem tempo, escrevi aqui no Casa um post chamado Desafios do lar doce lar. Nele eu conto um pouco das razões pelas quais criei o blog.  É um post no qual eu falo da nossa experiência de comprar um apê na planta para vender e capitalizar, conto sobre a nossa busca por casas e coberturas e falo da decisão de comprar um lote e começar a nossa sonhada casa do zero.

Quem acompanha o blog, percebeu que depois desse post eu nunca mais toquei no assunto da construção. Eis que o tempo resolve todas as coisas e hoje mais de um ano depois aqui estou, para contar para vocês nossa experiência fracassada com o lote… as coisas também dão errado por aqui!

Depois de quase um ano procurando um lugar para chamar de casa, achamos um lote perfeito para gente. Era pequeno como a gente queria, em um bairro legal, com comércio próximo (restaurantes, lanchonetes, supermercado, farmácia, padaria, academia e escola…) e com um valor que a gente podia pagar, o proprietário ia se mudar da cidade e tinha pressa em vender o lote!
Olha ele aí!

Nosso lote

Olha a gente aí feliz! Sem nem imaginar o que estava por vir.

Nosso dinheiro ia dar para comprar o lote e construir a casa. Mas como nada é perfeito, tinha um probleminha… coisa simples, já tava tudo praticamente resolvido. É que essa parte do loteamento, apesar de já estar cheia de casas e até prédios construídos, ainda não estava aprovada na prefeitura. O proprietário deu todos os detalhes que ele tinha, o processo já estava em andamento e em uns três meses no máximo ia resolver…

Lá fomos nós! Consultamos o processo, realmente estava em andamento na prefeitura, a documentação do lote estava correta, consultamos o corretor da imobiliária que estava cuidando do loteamento e tudo indicava que logo ia ser resolvido.

Nossa decisão depois de já cansados de tanto procurar? Vamos dar uma entrada e assim que resolver tudo a gente paga o restante. Negócio fechado!

Seis meses depois e diante de uma realidade totalmente diferente, lá estávamos nós. Com um lote nas mãos que estava longe de ser liberado pela prefeitura, sem a metade do dinheiro da compra que foi dada na entrada (e o proprietário já tinha gastado, não tinha como desfazer o negócio) e com o desespero batendo na porta.

Quando eu escrevi o post com 10 cuidados para comprar um lote, estava falando de coisas que apendi vivendo na pele.
A situação do lote que compramos era muito específica e se desenrolou de maneira inesperada.

Não sei se todos sabem, mas quando alguém que tem um terreno grande resolve fazer um loteamento, a prefeitura para autorizar o loteamento, exige como garantia um certo número de lotes. Esses lotes correspondem a um valor, especificado de acordo com a avaliação. Depois de celebrado o contrato com a prefeitura, o proprietário realiza o loteamento de acordo com as exigências do município. Com tudo pronto, a prefeitura fiscaliza as obras de infraestrutura e libera o loteamento para venda. Desse ponto em diante, o proprietário pode requerer junto à prefeitura o resgate dos lotes dados como garantia, mediante o pagamento do valor atribuído na avaliação.

Até aí tudo certo né. Foi ciente dessas informações e de posse do processo em que o proprietário solicitava a autorização de pagamento da garantia para a prefeitura, que nós compramos o lote. Exatamente um dos 11 lotes que eram a garantia do loteamento.

O que aconteceu no nosso caso, é que a prefeitura se recusou a receber o pagamento da garantia, ela preferiu o imóvel. O loteamento era o bairro inteiro e levou muito tempo para ser concluído. Quando o cálculo da garantia foi solicitado pelo proprietário, a inflação já tinha comido todo o dinheiro, era como se ele simplesmente pudesse resgatar os lotes e não tivesse que pagar nada em troca.

É claro que a prefeitura não aceitou, mas também não existia base legal para fazer nenhum outro cálculo que atribuísse um valor a ser pago no resgate dos lotes. Aí estava o nosso impasse, a roubada em que a gente se meteu, e um processo, que apesar de ter tudo para ser causa ganha, na melhor das hipóteses ia levar anos.

Nesse ponto da história entra a sorte! Viram nas fotos, que como eu falei, já tinha muita casa construída e até prédio? Pois é, tinha imóvel que já estava construído e com gente morando, em outros lotes nessa mesma situação do nosso. O dono desse prédio aí da frente, conhecia toda a confusão, queria comprar o nosso lote. Como ele já sabia de toda a situação e mesmo assim manteve o interesse, não exitamos e vendemos! Com sorte, ainda conseguimos fazer um pequeno lucro na venda!

No episódio de hoje, (kkkk) aprendemos que por mais que pareça um problema simples, só compre um imóvel se estiver com todos os documentos corretos e liberados para registro.

Aproveite o meu aprendizado e siga a minha lista com 10 cuidados para comprar um lote, assim você evita dor de cabeça.

Contando a história assim, parece fácil, mas eu fiquei tão, mais tão chateada com isso tudo, que eu não consegui nem contar aqui no blog na época. Agora que as coisas por aqui já estão resolvidas, fica fácil de falar da lição aprendida, mas no calor do problema, era só pensar nesse lote que eu começava a chorar, acho que fiquei sem lágrimas por um tempo…sério! (exageraaaada)

Resultado: Voltamos a estaca zero, bora procurar mais um pouco! Pelo ao menos conseguimos vender o lote e recuperar nossa grana! Foi sofrido, mas podia ter sido bem pior.

Se você também está vivendo as angustias de encontrar um lar, deixe seu email e receba nossas novidades. Trocar figurinhas nessa hora sempre ajuda! kkkkk

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Obrigada pela companhia. Até a próxima!

Beijocas!

Saiba tudo sobre o ITBI

26/01/2016 Por: Irene Moraes2 Comentários

Tudo sobre o ITBI

Há um tempo atrás escrevi um post: Desvendando as burocracias para a compra de um apartamento na planta, no qual eu citei o ITBI como uma das despesas que deveriam ser consideradas na hora de comprar um imóvel. Nesse post quero explicar tim-tim por tim-tim sobre esse imposto, afinal é importante saber bem o que estamos pagando.

O que é o ITBI?

O Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis – ITBI, é um tributo brasileiro, de competência municipal. A função do ITBI é predominantemente fiscal. Sua finalidade é a obtenção de recursos financeiros para os municípios.

Qual a diferença entre ITBI e ITIV?

O ITVI é o Imposto sobre Transmissão Inter Vivos, corresponde ao mesmo imposto que o ITBI.

Por que pagar?

O pagamento do imposto é obrigatório sempre que houver transmissão onerosa inter-vivos do imóvel, ou seja, quando houver qualquer ato de transferência de uma propriedade entre pessoas vivas, seja de uma casa, apartamento ou terreno, incluindo as compras de imóveis na planta.
Isso significa que no caso de transmissão ser por herança (causa mortis), o ITBI não é cobrado; ao invés dele, é cobrado o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação – ITCMD (que é um imposto estadual). No caso de arrematação (leilão, hasta pública), o ITBI é devido e tomando por base de cálculo, como valor venal, o valor da arrematação.
A oficialização do processo de compra e venda só será feita após o pagamento desse imposto, ou seja, para que se possa fazer o registro de um imóvel adquirido, é obrigatório que antes se pague o ITBI.

Como calcular o ITBI?

A alíquota utilizada para o cálculo do imposto é fixada em lei ordinária do município competente. A base de cálculo é o valor venal do imóvel (o valor de mercado). Para saber o valor venal basta conferir o seu carnê do IPTU, já que a prefeitura utiliza essa precificação para calcular o imposto.
Vamos considerar um imóvel em Belo Horizonte, cujo valor venal seja de R$200.000,00 e onde a alíquota é de 3%.
R$200.000,00 x 3% = R$6.000,00 (este é o valor do ITBI)

Existe desconto no ITBI?

Fique atento! Existem duas situações em que você pode ter descontos ou isenção no imposto.
1 – Terá direito a 50% de desconto no ITBI, a pessoa física que compra o primeiro imóvel residencial pelo Sistema Financeiro da Habitação – SFH. Essa condição também dá direito a isenção de metade da taxa do registro de imóveis.
2 – A pessoa física que realizar a primeira aquisição de imóvel pelo Fundo Municipal de Habitação, ou seja, programas habitacionais populares, como o programa Minha Casa Minha Vida – MCMV, está isenta do pagamento tanto do IBTI como do Registro de Imóveis.
Quem fizer o financiamento pelo Sistema Financeiro Imobiliário – SFI, não tem direto aos descontos. A boa notícia é que a maioria dos bancos, inclusive a Caixa, permite financiar o imposto junto com o financiamento do seu imóvel, não se esqueça de que desta forma você pagará juros sobre o valor do imposto também!

Quem paga o ITBI?

De acordo com a Lei que regulamenta o ITBI, qualquer uma das partes envolvidas pode arcar com o imposto, contudo na prática o tributo é normalmente pago pelo comprador. Ainda assim, as duas partes podem negociar um acordo no qual o vendedor fique responsável pelo pagamento.

Quando pagar o ITBI?

O prazo para o pagamento é, em média, de dez dias após a assinatura do contrato de financiamento ou escritura pública de compra e venda, mas fique atento, pois não são dias úteis e sim corridos!

Espero que este post te ajude com mais essa continha, dolorosa, mas não tem como fugir!

Se quiser mais dicas sobre impostos  confira o post sobre IPTU.

Se quiser ficar sempre informado sobre as burocracias de imóveis, deixe seu e-mail aqui e receba nossas novidades em primeira mão!

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Beijitos e até a próxima!

Como calcular o IPTU

08/01/2016 Por: Irene Moraes5 Comentários

Como-Calcular-IPTU-Casa-de-Irene

Janeiro chegou e junto com ele vem o Feliz Ano Novo, toma aqui a sua conta!

O Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU, é o terror do início de ano. O IPTU é um tributo municipal que deve ser pago todos os anos pelos contribuintes, proprietários ou locatários de qualquer imóvel localizado em área urbana, seja este imóvel edificado (como casas, lojas, prédios) ou não edificado (como terrenos).

Como o IPTU é um imposto municipal, suas regras, prazos, atualizações, alíquotas, descontos e isenções são definidos pela Prefeitura/Câmara de Vereadores, e variam de cidade para cidade.

Para calcular o IPTU 2016 do seu imóvel, é preciso conhecer dentro das regras do seu município qual é a alíquota correspondente estabelecida. As alíquotas podem variar de acordo com as características dos imóveis (residenciais, comerciais, terrenos), sobre seus valores (alíquotas por faixas de valor venal) e pela localização do imóvel na cidade (bairros).

Como sou de Belo Horizonte, vou trazer para vocês os valores da cidade, mas você encontra as informações da sua cidade junto à Prefeitura, geralmente no site da cidade tem todas as informações.

A maioria das Prefeituras do país utilizam o acúmulo da inflação dos últimos doze meses para atualizar os valores do IPTU. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, nosso velho conhecido, é o índice oficial da inflação no Brasil calculado pelo IBGE. Para o ano de 2016 este índice estimado é de 9,9%.

O outro valor que compõe o cálculo do IPTU é o valor venal do imóvel, nada mais é, do que um estudo com os valores de mercado de cada um dos imóveis urbanos do município. Os valores considerados pela Prefeitura constam na Planta de Valores da Cidade, que considera a localização do imóvel e também o padrão da construção.

Vamos fazer a conta!

Para calcular o valor do IPTU basta multiplicar o Valor Venal do Imóvel pela alíquota aplicada.

Em Belo Horizonte consulte a Planta Oficial de Valores da Cidade aqui.

Para saber a zona homogênea, zona de uso, classificação e padrão acabamento consulte deu IPTU do ano anterior. Depois de localizar o valor do m² do seu imóvel na planta de valores, basta multiplicar pela área do imóvel e terá o valor venal do seu imóvel.

Por exemplo:
Considerando um m² de R$480,00 (na planta de valores) e um lote de 360m² temos um valor venal de:
R$480,00×360= R$172.800,00

A Prefeitura de Belo Horizonte divulgou um reajuste de 10,71% sobre as alíquotas do ano passado. Assim teremos as seguintes alíquotas:
De 0,00 até 38.105,00 – 1,3%
De 38.105,01 até 127.020,00 – 1,4%
De 127.020,01 até 183.647,00 1,5%

Considerando o nosso exemplo teremos um IPTU de:
R$194.400,00 x 1,5% = R$2.592,00

Outras Taxas

Há ainda algumas taxas cobradas junto ao IPTU como iluminação pública, coleta de resíduos e fiscalização de aparelhos de transporte. Confira quais taxar se aplicam à sua região e some os valores correspondentes ao seu IPTU.
Esta é a lista de valores para essas taxas em Belo Horizonte em 2016:

CCIP – Contribuição para o Custeio da iluminação Pública. Lote ou terreno vago lindeiro a logradouro pavimentado e com rede de esgoto – R$183,51

CCIP – Contribuição para o Custeio da iluminação Pública. Demais lotes vagos | Lei 8.468/2002 – R$91,76

TCIP – Tarifa Convencional para Iluminação Pública – R$305,85

TCR – Taxa de Coleta de Resíduos Sólidos Urbanos Coleta Alternada – R$274,45

TCR – Taxa de Coleta de Resíduos Sólidos Urbanos Coleta Diária – R$548,90

TFAP – Taxa de Fiscalização de Aparelho de Transporte Por aparelho de transporte, rateada pelas unidades usuárias – R$123,20

Descontos no IPTU

Depois de tanta cobrança, vem uma parte que mais nos agrada, os descontos.
Assim como as alíquotas, não se esqueça de que os descontos variam para cada cidade, é importante consultar as regras da sua cidade. Na maioria das cidades quem paga o IPTU antes do prazo de vencimento tem concessão de descontos.
Em Belo Horizonte os contribuintes que quitarem integralmente ou anteciparem duas ou mais parcelas do IPTU até o dia 20 de janeiro de 2016 terão desconto de 7% no pagamento do Imposto.
Além desse benefício, os proprietários de imóveis poderão contar com créditos do programa BH Nota 10.

Abaixo os prazos para pagamentos do imposto:

Quitação do imposto e das taxas ou pagamento mínimo de 02 (duas) ou mais parcelas com desconto – 20 de janeiro de 2016 (Quarta-feira)
Pagamento do imposto e taxas integral ou adiantamento de parcelas sem desconto -15 de fevereiro de 2016 (Segunda-Feira)
Reclamação tempestiva contra o lançamento do IPTU e taxas de 2016 -3 de fevereiro de 2016 (Quarta-feira)
Pedidos de isenção do imposto para imóveis de terceiros ocupados por templos e entidades assistenciais e de Educação Infantil -3 de fevereiro de 2016 (Quarta-Feira)
Pedidos de redução de alíquota para imóveis em construção – 3 de fevereiro de 2016 (Quarta-Feira)

Desconto no IPTU para Construção

Você sabia que em Belo Horizonte imóveis em construção tem desconto no IPTU?
Boa notícia né! Quem tem imóveis em construção na cidade, construção regularizada e com todos os alvarás e documentos em dia, é claro, pode requerer o desconto de 50% no valor do IPTU.

Abaixo as regras:

As alíquotas dos imóveis em construção têm redução de 50%. Se não receber o benefício de ofício, o contribuinte deverá solicitá-lo em um dos postos de atendimento do IPTU 2016 até o dia 3 de fevereiro de 2016, anexando o Alvará de Construção em vigor em 1º de janeiro de 2016.
A redução de alíquota somente é válida para o imposto que for integralmente pago no mesmo exercício a que se referir o lançamento, sendo restaurada a alíquota integral para efeito de inscrição do débito, total ou parcial, em dívida ativa.
O requerimento do benefício não afasta a incidência de encargos moratórios sobre o valor do imposto, caso o pedido seja indeferido. Esse benefício somente poderá ser aplicado em no máximo três exercícios.

Espero ter ajudado com as informações sobre o IPTU. Eu recomendo que vocês façam a conta, encontrei diferenças e vou solicitar a revisão no meu valor.

Se quiser saber mais sobre outros impostos, confira o post sobre o ITBI.

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Beijitos e até a próxima!

Desvendando as burocracias para a compra de um apartamento na planta

02/02/2015 Por: Irene MoraesComentários

Vai comprar um imóvel? Já conhece as burocracias que vai enfrentar? Sabe o custo dos impostos e taxas?

As burocracias para se comprar um imóvel são tantas que decidi fazer uma série de posts sobre o tema.

Burocracias de um ap na planta

A realidade da grande maioria das pessoas que vai comprar a casa própria é a dependência do financiamento. Antes de dispor do seu imóvel os compradores precisam enfrentar uma montanha de burocracias, que além de deixar o processo mais lento também são muito onerosas.

Se há uma dica que posso dar, é aproveitar o tempo da construção do imóvel comprado na planta para colocar em prática seu planejamento financeiro.

O momento da entrega das chaves é um marco para quem enfrenta toda a espera pela construção do imóvel comprado na planta. Mas não se engane! As chaves podem até ser suas, mas nem tudo está liberado.

As regulamentações do sistema habitacional no Brasil têm evoluído muito nos últimos anos, se olharmos algumas décadas atrás vamos ver que muitos avanços já foram instituídos. Contudo o sistema ainda é muito burocrático e as regras não são muito divulgadas. O que facilita abusos por parte das construtoras e instituições financeiras na hora de estabelecer os contratos de compra de imóveis. Para evitar transtornos e decepções o melhor que podemos fazer é nos cercarmos do máximo de conhecimento possível antes da compra.

Planejar é preciso

Aqui vou apresentar pra vocês as burocracias envolvidas no processo de compra de um imóvel, e também os tributos, porque toda burocracia tem um custo. Assim evitamos sustos depois da compra.

Taxa de avaliação do crédito

Quem procura um banco em busca de financiamento começa pagando a taxa de avaliação do crédito, que pode ser abatida caso o interessado seja correntista do banco.

Seguros

A venda casada de produtos é proibida. No contrato de financiamento, apenas dois seguros são obrigatórios. Um deles é o Seguro de Morte ou Invalidez Permanente (MIP) – que quita o saldo devedor no caso de morte ou invalidez do mutuário (a alíquota varia de acordo com a idade e é calculada sobre o saldo devedor, mês a mês). O outro é o Seguro de Danos Físicos ao Imóvel (DFI), que cobre a garantia do banco que é o imóvel. É fixo e calculado sobre o valor do imóvel. Uma normativa do Banco Central exige que os bancos ofereçam duas seguradoras para que o mutuário possa escolher.

Taxa de serviços administrativos

A TSA é uma tarifa para manutenção do financiamento, cobrada mensalmente e que varia de banco para banco, na Caixa o valor cobrado é de R$ 25 por prestação para financiamento com
recursos do FGTS. Sem considerar os juros ou a atualização monetária, em um financiamento de 30 anos, só o pagamento dessa taxa custa R$ 9 mil ao cliente.

Tarifa de avaliação do imóvel

Antes de fechar um financiamento, o banco cobra do cliente uma taxa para vistoriar o imóvel e checar se vai mesmo conceder o crédito. Na Caixa, por exemplo, esta tarifa é de 1,5% do valor do financiamento com recursos do FGTS

IOF

O Imposto sobre Operações Financeiras incide sobre o montante financiado, a má notícia é o recente aumento do IOF sobre as operações de crédito ao consumidor de até 365 dias. O imposto passa de 1,5% para 3% ao ano. Além disso, fica mantida a cobrança de 0,38% para cada operação, em vigor desde o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira).

Dica
Quem financia o imóvel não deve apenas olhar para as taxas de juros, mas sim para o Custo Efetivo Total do Financiamento (CET). Este é o percentual que deve ser levado em conta na hora de calcular a parcela mensal do financiamento. O CET inclui os juros, os prêmios dos seguros de Morte e Invalidez Permanente (MIP) e de Danos Físicos do Imóvel (DFI), a tarifa mensal de serviços administrativos, a tarifa de avaliação do imóvel e impostos, quando aplicáveis, como o Imposto de Operações Financeiras (IOF). Na Caixa, por exemplo, a taxa de juros do crédito pró-cotista, para quem financia com recursos do FGTS, é de 8,66% ao ano, enquanto que o CET é de 9,01% ao ano.

Taxa de Interveniência

O cliente não é obrigado a fazer o financiamento com o banco que financiou a obra, contudo caso permaneça no mesmo banco a instituição pode oferecer algumas facilidades em relação à documentação do imóvel. No caso de o comprador escolher outro banco para fazer o financiamento é preciso ficar atento à chamada taxa de interveniência, o imóvel é penalizado com o pagamento de uma tarifa que pode ir de R$ 1,5 mil a R$ 3 mil.
A cobrança só é legal se estiver assegurada no contrato de compra do imóvel junto à construtora. A melhor hora para negociar o não pagamento dessa taxa é no momento da compra do imóvel.

Para consultar as taxas praticadas pela Habitação na Caixa Econômica Federal clique aqui

Corretagem

Em geral, a construtora ou a incorporadora tenta transferir a despesa com corretagem para o comprador do imóvel na planta, estipulando a obrigação em contrato. Mas a prática é considerada abusiva pelos órgãos de defesa do consumidor, que consideram que a cobrança da comissão deve ser proibida quando o consumidor se dirige diretamente aos estandes para adquirir o imóvel.

Financiamento

Embora seja possível financiar 100% do valor do imóvel para quem tem renda familiar de até R$5.400 nas regiões metropolitanas ou R$4.300 nos demais municípios, para quem tem renda familiar mais alta que isso será necessário dar uma entrada. O valor mínimo será de 10% do valor do imóvel, para algumas linhas de crédito.

Na Caixa, por exemplo, é possível financiar até 90% do valor do imóvel. Ou seja, para um imóvel de 400.000 reais, seria necessária uma entrada mínima de 40.000 reais, que pode ser obtida por meio da poupança em uma aplicação financeira conservadora e de alta liquidez, como a caderneta de poupança, os CDBs e o Tesouro Direto. Outra opção é entrar em um consórcio imobiliário cujo valor da carta de crédito seja suficiente para dar esta entrada.

Confira aqui o check list de documentos para financiar um imóvel

Encargos da fase de obra

Vou fazer um parêntese nessa etapa do processo, pois há aqui um detalhe faz toda a diferença. Depois de assinar o contrato com o banco os pagamentos deixam de ser feitos para a construtora e passam a ser feitos para o banco.
Nessa etapa a obra já está pronta, as chaves já são suas e se você quiser já pode até se mudar para o imóvel, mas isso é pra você.
Para o banco, o imóvel ainda se encontra na fase de obras, enquanto todo o processo de registro não for concluído. Isso significa que os encargos da fase de obra continuam incidindo sobre as parcelas pagas.
A péssima notícia é que, os ditos encargos da fase de obra, não são amortizados do saldo devedor. Durante todo o período em que as burocracias relacionadas ao cartório estão se desenrolando, e acredite em mim isso pode se estender por meses, esse valor pago por você é basicamente perdido! Por isso as idas e vindas de cartório são tão penosas e desgastantes.
O mesmo vale para os atrasos na entrega das chaves. A construtora atrasa a entrega, em por exemplo seis meses, e você ainda paga as seis parcelas dos encargos de obra referentes ao período do atraso. Prejuízo dobrado.
Isso sem falar naqueles que como eu, têm a intenção de vender o imóvel. No post Lucrar com imóvel comprado na planta, ainda é possível?, já falamos sobre os prejuízos de se manter um imóvel parado, some a isso o valor dos encargos de obras, e a frustração de ter um imóvel disponível, um comprador interessado e não poder realizar o negócio. Bem-vindo á realidade de investir em imóveis na planta!

Vencida todas essa burocracia e com o contrato assinado, chegamos ao próximo passo, o registro do imóvel. É preciso recolher o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI)

Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI)

O ITBI é um imposto municipal que o comprador deve pagar ao adquirir um imóvel. A alíquota varia de município para município, em Belo Horizonte equivale a 3% do valor do imóvel.
Pode haver descontos, com ou sem limite máximo, para imóveis de menos de R$500.000, financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Saiba mais sobre o ITBI aqui.

Escritura pública

Quando se financia um imóvel, não é preciso se preocupar com a escritura, porque o contrato emitido pelo banco tem força de escritura pública. Caso a compra seja a vista, será necessário fazer uma escritura no Cartório de Registro de Notas. O valor e as regras de cobrança das escrituras públicas variam bastante de estado para estado.

Se você é de Minas Gerais pode consultar a tabela de valores aqui.

A escrita burocrática gera muitas dúvidas, e os prazos e documentos necessários para lavrar uma escritura variam também de estado para estado. É necessário apresentar uma série de certidões do imóvel, que no caso do imóvel na planta devem ser providenciadas pela construtora, e também dos compradores. Em geral as regras são variáveis dependendo da situação e processo habitualmente é longo.

Consulte aqui a lista dos documentos necessários para obtenção da escritura

Registro do Imóvel

A propriedade imóvel só é transferida depois do registro da escritura no Cartório do Registro de Imóveis. Portanto, apenas a escritura, que é um contrato de aquisição do imóvel, não garante a propriedade. A escritura tem que ser registrada, “quem não registra não é dono”.

Em algumas cidades também é preciso apresentar algumas certidões.

Abaixo a relaçãodos documentos necessários para o registro da escritura em Belo Horizonte

1. Escritura pública original lavrada em Tabelionato competente;
2. Guia de IPTU do ano corrente.

Os valores do registro também variam de estado para estado e tomam como base o valor de alienação do imóvel.

Consulte aqui a tabela de valores para Registro da Escritura em Minas Gerais

Dica

A Lei Federal 12.424/11 determina um desconto de 50% nos custos de cartório para quem estiver comprando o primeiro imóvel pelo Sistema Financeiro de habitação (SFH). O mutuário preenche uma declaração e solicita o desconto no ato do registro do imóvel.

Atualmente, a Caixa já oferece a possibilidade de incluir os custos do registro no financiamento e, assim, parcelá-los, mas não se esqueça, neste caso os juros incidirão também sobre o valor das burocracias.

Traduzindo em números

As burocracias custam em média 3,5% do valor do imóvel, fique atento às isenções e gaste somente com o necessário. Abaixo fixemos uma simulação para te ajudar a entender melhor de onde vêm esse calculo de 3,5%.

Esta simulação considera os custos de ITBI e registro de cartório em Minas Gerais, sobre um imóvel de R$400.000.

ITBI: R$10.000
Escritura: R$2.244,24
Registro: R$2.244,24 (ou R$1.122,12 caso seja registro do primeiro imóvel).
Eventuais despesas com certidões: R$400 (valor aproximado)
Total: de R$13.766.36 a R$14.888,48, cerca de 3,5% do valor total do imóvel

Sei que este é um assunto chato e complexo. Mais chato ainda é ter que arcar com todas essas despesas.

Espero ter esclarecido um pouco o tema, para que o processo de ter um imóvel legal, seja o menos penoso possível. Se você chegou até aqui já está com parte do caminho andado.

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Obrigada pela companhia e até a próxima!

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